Ángela Morgan

Belíssima ilustração do meu cabeçalho é da ilustradora - Ángela Morgan

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

A um Livro. No silêncio de cinzas do meu Ser

DIA NACIONAL DO LIVRO
A um Livro
 No silêncio de cinzas do meu Ser 
Agita-se uma sombra de cipreste, 
Sombra roubada ao livro que ando a ler, 
A esse livro de mágoas que me deste. 
Estranho livro aquele que escreveste, 
Artista da saudade e do sofrer! 
Estranho livro aquele em que puseste 
Tudo o que eu sinto, sem poder dizer! 
Leio-o, e folheio, assim, toda a minh’alma! 
O livro que me deste é meu, e salma 
As orações que choro e rio e canto! ... 


Poeta igual a mim, ai que me dera 
Dizer o que tu dizes! ... Quem soubera 
Velar a minha Dor desse teu manto! ... 

Florbela Espanca, in "Livro de Mágoas"

Você sabe por que comemoramos o dia Nacional do Livro no dia 29 de outubro? Por que foi nesse dia, em 1810, que a Real Biblioteca Portuguesa foi transferida para o Brasil, quando então foi fundada a Biblioteca Nacional e esta data escolhida para o DIA NACIONAL DO LIVRO.

Amara Mourige

10 comentários:

  1. Linda poesia para homenagear essa data! Adorei as imagens também! beijos,linda semana!chica

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  2. Você escolheu uma bela e apropriada poesia para comemorar o Dia Nacional do Livro.
    Tenha uma boa semana. Beijos,
    Élys.

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  3. Bela Poesia Amara, eu confesso que não sabia o motivo da data, obrigado amiga! Bjoooss

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  4. Que linda e maravilhosa poesia! O livro é o combustível da minha alma...
    Beijo com muito carinho!
    Uma terça-feira linda e especial.
    Lorena Viana

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  5. Lindos sao os livros, los amamos,
    linda poesia, ela e uma oda, livro orgulhoso e feliz! =)

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  6. Amara,escolha perfeita essa poesia!Um soneto primoroso!Bjs e meu carinho,

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  7. Olá!
    Que bom é ler e reler Florbela Espanca! Bela ideia para este dia.
    Vivo na cidade onde essa grande poetisa viveu e morreu- Matosinhos.
    Em sua homenagem a nossa biblioteca tem o seu nome.
    Um abraço.
    M. Emília

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  8. Florbela, deslumbrantemente encantadora!!
    beijos

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  9. São mudas as neblinas nesta ilha
    É de pobreza o pão que alimenta o meu sentir
    Oiço o mar com os meus próprios dedos
    Parti do desencontro dos meus derradeiros medos

    Parti e deixei no cais mil dúvidas
    Lembrei tempos que corri feliz pelas amoras
    Nesses dias bebi sofregamente a vida
    Nesses dias a minha alegria era incontida

    Um radioso fim de semana


    Doce beijo

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  10. Olá, querida
    Ficou bem bonita a sua homenagem pois encheu-a de ternura rosada!!!
    Bjs de paz e bem

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