Ángela Morgan

Belíssima ilustração do meu cabeçalho é da ilustradora - Ángela Morgan

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quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Cabe eu e minha história, bordada de afinidades, amor e leveza.

Eu tenho andado um pouco ausente do blog,mas é pura falta de tempo.
Motivo: recebi algumas encomendas. Meninas e meninos, não vou sumir!

Na minha dor cabe o tempo. O tempo de esquecer, de levantar. Tempo de virar a página e partir pra outra. De tentar ser mais e melhor. De buscar energia positiva em volta de pessoas do bem. Tempo de me amar.
Na minha alegria cabe o riso. O riso daqueles que convivem comigo. De dias grandes cheios de gente dentro. De conversas jogadas fora. De gente fazendo gracinha só pra me encantar.

Na minha amizade cabe um abraço.
Daqueles que envolvem o mundo todinho com as mãos. Daqueles que esquentam e traz paz e carinho, aconchego e vontade de ficar morando dentro.

Na minha prece cabe o outro.
Aquele que mora do outro lado do mundo e que eu não conheço, mas sei que existe. Que existe e precisa de luz. Que existe e precisa de paz. Pra ele eu mando meus pensamentos mais bonitos, pra ele eu mando o pouco que me cabe, mas que é inteiro coração.

Na minha solidão cabe um livro. Pode ser Clarice, Caio ou Adélia. Cabe uma lágrima rolando sozinha, mas que me acrescenta algo de divino. A lágrima é que me humaniza. Faz com que eu estique a alma num varal de delicadezas.

Na minha eternidade cabe nós. Cabe eu e minha família. Eu e meus amigos. Os de perto, os de longe, os do outro lado da tela do computador. Cabe os dias bonitos. Cabe os choros divididos, os risos compartilhados, os abraços jamais esquecidos. Cabe os laços, cabe as luzes, as memórias e suas saudades.

Na minha vontade cabe um jardim. Uma casa toda branca com janelas azuis. Uma roseira no quintal e um girassol na porta de entrada. Cabe um amor limpinho morando dentro dela. Cabe eu e minha história, bordada de afinidades, amor e leveza.

( Cris Carvalho)


Amara Mourige

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

É maior porque é do bem.

   Imagem: Google

Menina moça, tentaram me fazer acreditar que o amor não existe e que sonhos estão fora de moda. Cavaram um buraco bem fundo e tentaram enterrar todos os meus desejos, um a um, como fizeram com os deles.

Mas como menina teimosa que sou, ainda insisto em desentortar os caminhos. Em construir castelos sem pensar nos ventos. Em buscar verdades enquanto elas tentam fugir de mim. A manter meu buquê de sorrisos no rosto, sem perder a vontade de antes. 

Porque aprendi com a Dona Chica, que a vida, apesar de bruta, é meio mágica. Dá sempre pra tirar um coelho da cartola. E lá vou eu, nas minhas tentativas, às vezes meio cegas, às vezes meio burras, tentar acertar os passos. Sem me preocupar se a próxima etapa será o tombo ou o voo. Eu sei que vou. Insisto na caminhada. O que não dá é pra ficar parado
.
 Se amanhã o que eu sonhei não for bem aquilo, eu tiro um arco-íris da cartola. E refaço. Colo. Pinto e bordo. Porque a força de dentro é maior. Maior que todo mal que existe no mundo. Maior que todos os ventos contrários. É maior porque é do bem.

 E nisso, sim, acredito até o fim. O destino da felicidade, me foi traçado no berço.

Sempre pensei que esse texto era do Caio Fernando Abreu,
 mas a autoria é de Cris Carvalho

(Cris Carvalho )


Amara Mourige