Ángela Morgan

Belíssima ilustração do meu cabeçalho é da ilustradora - Ángela Morgan

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Alto Astral - poema de Silvia Purper

Recolha as mágoas, engula o pranto,
lembre das alegrias, esqueça as tristezas.
Pense num por de sol cor de rosa
Encontre um arco - íris após a chuva

Deite na grama molhada obsorvendo seu cheiro de vida.
Crie figuras com as nuvens que passam,
acompanhe os pássaros que voam
foto: Thais
refaça o caminho das formigas trabalhando,
construa sua colmeia e produza mel

O tempo é curto, a vida é boa.
Aproveite os momentos de solidão
para preencher os espaços vagos,
planejar seus dias, imaginar o futuro.
Obsorva os bons fluidos que passam, 
elimine os maus, esqueça as decepções.

Queira bem aos que o cercam,
tenha sempre pensamentos  positivos,
alegre-se com as pequenas coisas pois, a vida é uma festa.

fotos do Google
Feliz de quem atravessa a vida inteira tendo mil razões para viver.
Dom Hélder Câmara

Amara Mourige

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Quero me entregar mais, me jogar mais, amar mais.


Quero tudo novo de novo. Quero não sentir medo. Quero me entregar mais, me jogar mais, amar mais.
Viajar até cansar. Quero sair pelo mundo. Quero fins de semana de praia. Aproveitar os amigos e abraçá-los mais. Quero ver mais filmes e comer mais pipoca, ler mais. Sair mais. Quero um trabalho novo. Quero não me atrasar tanto, nem me preocupar tanto. Quero morar sozinha, quero ter momentos de paz. Quero dançar mais. Comer mais brigadeiro de panela, acordar mais cedo e economizar mais. Sorrir mais, chorar menos e ajudar mais. Pensar mais e pensar menos. Andar mais de bicicleta. Ir mais vezes ao parque. Quero ser feliz, quero sossego, quero outra tatuagem. Quero me olhar mais. Cortar mais os cabelos. Tomar mais sol e mais banho de chuva. Preciso me concentrar mais, delirar mais.
Não quero esperar mais, quero fazer mais, suar mais, cantar mais e mais. Quero conhecer mais pessoas. Quero olhar para frente e só o necessário para trás. Quero olhar nos olhos do que fez sofrer e sorrir e abraçar, sem mágoa. Quero pedir menos desculpas, sentir menos culpa. Quero mais chão, pouco vão e mais bolinhas de sabão. Quero aceitar menos, indagar mais, ousar mais. Experimentar mais. Quero menos “mas”. Quero não sentir tanta saudade. Quero mais e tudo o mais.
“E o resto que venha se vier, ou tiver que vir, ou não venha". 
Fernando Pessoa

Amara Mourige   

domingo, 20 de maio de 2012

Vovó meu coleguinha, gritou no meu ouvido isso é buliying?


Um dia desses Pedro chegou da escola e perguntou:  Vovó meu coleguinha, gritou no meu ouvido isso é buliying?
Eu fiquei sem saber o que dizer, eles são crianças de apenas 5 anos.
Como vou explicar?
Lá fui eu na net pesquisar!

Bullying na Educação Infantil. É possível?

Sim, se houver a intenção de ferir ou humilhar o colega repetidas vezes. Entre as crianças menores, é comum que as brigas estejam relacionadas às disputas de território, de posse ou de atenção - o que não caracteriza o bullying. No entanto, por exemplo, se uma criança apresentar alguma particularidade, como não conseguir segurar o xixi, e os colegas a segregarem por isso ou darem apelidos para ofendê-la constantemente, trata-se de um caso de bullying.

"Há estudos na Psicologia que afirmam que, por volta dos dois anos de idade, há uma primeira tomada de consciência de 'quem eu sou', separada de outros objetos, como a mãe.

E perto dos 3 anos, as crianças começam a se identificar como um indivíduo diferente do outro, sendo possível que uma criança seja alvo ou vítima de bullying. Essa conduta, porém, será mais frequentes num momento em que houver uma maior relação entre pares, mais cotidiana e estabelecida com os outros'', explica Adriana Ramos, pesquisadora da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e coordenadora do curso de pós-graduação As relações interpessoais na escola e a construção da autonomia moral", da Universidade de Franca (Unifr

Quais são as especificidades para lidar com o bullying na Educação Infantil?

Para evitar o bullying, é preciso que a escola valide os princípios de respeito desde cedo. É comum que as crianças menores briguem com o argumento de não gostar uns dos outros, mas o educador precisa apontar que todos devem ser respeitados, independentemente de se dar bem ou não com uma pessoa, para que essa ideia não persista durante o desenvolvimento da criança.

Quando o bullying ocorre entre os pequenos, o educador deve ajudar o alvo da agressão a lidar com a dor trazida pelo conflito. A indignação faz com que a criança tenha alguma reação. ''Muitas vezes, o professor, em vez de mostrar como resolver a briga com uma conversa, incentiva a paz sem o senso de injustiça, pois o submisso não dá trabalho'', ressalta Telma Vinha, doutora em Psicologia Educacional e professora da Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

Amara Mourige

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Tudo depende só de mim.

Ontem caiu uma chuva gostosa! Domingo das mães com chuva,perfeito para  ficar em casa!!
Foi muito bom ficar em casa sem fazer nada,só curtindo a família... lar doce lar...
Hoje é segunda tenho muita coisa para organizar!
Chuva  voltou a cair! Tirei essas fotos da janela.
A chuva começou de mansinho e foi ficando forte!

"Hoje levantei cedo pensando no que tenho a fazer antes que o relógio marque meia noite. É minha função escolher que tipo de dia vou ter hoje.
Posso reclamar porque está chovendo ou agradecer às águas por lavarem a poluição.
Posso ficar triste por não ter dinheiro ou me sentir encorajado para administrar minhas finanças, evitando o   desperdício. Posso reclamar sobre minha saúde ou dar graças por estar vivo.
Posso me queixar dos meus pais por não terem me dado tudo o que eu queria ou posso ser grato por ter nascido. Posso reclamar por ter que ir trabalhar ou agradecer por ter trabalho.
Posso sentir tédio com o trabalho doméstico ou agradecer a Deus por ter um teto para morar.
Posso lamentar decepções com amigos ou me entusiasmar com a possibilidade de fazer novas amizades.
Se as coisas não saíram como planejei posso ficar feliz por ter hoje para recomeçar.
O dia está na minha frente esperando para ser o que eu quiser.
E aqui estou eu, o escultor que pode dar forma. Tudo depende só de mim."
(Charles Chaplin)
Amara Mourige

sábado, 12 de maio de 2012

É Noite, Mãe



É Noite, Mãe
As folhas já começam a cobrir
o bosque, mãe, do teu outono puro...
São tantas as palavras deste amor
que presas os meus lábios retiveram
pra colocar na tua face, mãe!...

Continuamente o bosque se define
em lividez de pântanos agora,
e aviva sempre mais as desprendidas
folhas que tornam minha dor maior.
No chão do sangue que me deste, humilde
e triste, as beijo. Um dia pra contigo
terei sido cruel: a minha boca,
em cada latejar do vento pelos ramos,
procura, seca, o teu perdão imenso...

É noite, mãe: aguardo, olhos fechados,
que uma qualquer manhã me ressuscite!...

António Salvado, in "Difícil Passagem"


Amara Mourige    

domingo, 6 de maio de 2012

Ó meu Niterói! É, minha cidade progrediu...ou...


Essa crônica de Artur da Távola retrata bem sobre o que eu penso da cidade que eu escolhi para viver.
Fico assustada com o grande crescimento imobiliário.Dezenas de casinhas  sendo derrubadas e começam a subir grandes prédios... Minha cidade progrediu!
mac - museu de arte contemporânea. 
Pedra do Indio  imagem
foto Google: Praia de Icarai
 O que assusta na gente na relação com a cidade , onde vive e a qual ama, é a certeza que nela colocou as suas esperanças, os seus planos de vida e de repente ela é outra, transformada, totalmente fora da possibilidade de realizar nossos projetos. Todo o meu esforço pessoal interior, no sentido de civilizar-me tornou-se inútil porque a cidade não me traz respostas à altura. O centro de meu dilacerante conflito é a constatação de que no tipo de crescimento adotado, não há mais chance de realização de um tipo de vida para o qual me preparei e no qual poderia realizar o que de melhor possui a minha dimensão de pessoa e de cidadão. Caminho pelas ruas da minha cidade pensando e pensando se ela ainda possui locais que possam responder a um tipo de vida que justifique nela viver. E é o trágico constatar que já não o tem. Ela perdeu aquela espécie de elasticidade que permitia ao habitante acomodar-se e, mal ou bem, gozar as vantagens do viver urbano. Não que se procure um paraíso, uma cidade sem problemas ou naturais dificuldades, desconfortos, imperfeições, etc. Mas uma cidade que, ao lado disso, dê ao morador a possibilidade de espaço, alguma paz, alegrias, ou tipos de lazer e convivência para os quais ele se ou nos quais se formou. Aí vem a constatação de que a cidade erigiu o impermanente como regra e tudo o que justifica uma existência de trabalho com a finalidade de alcançar certas metas, mesmo as mais modestas metas de vida, já não mais encontra resposta. Ela ficou alheia a nós – e aqui o terrível – a gente já se considera sem tempo e condições de criar raízes em outro lugar. Na cidade “moderna” emergente, burra, psicologicamente enferma e socialmente injusta, não há mais vestígio nem do passado recente. Trator nele! E sem passado, é tão impossível viver como sem futuro, porque, quando tal ocorre, fica no meio um presente sem sentido, vivido irremediável, na qual nada mais pode melhorar e onde todos ficam se perguntando qual a causa de estar assim… Ó meu Niterói!
 Artur da Távola
Amara Mourige